conhecimento

Vou te contar: como apresentar um bom seminário

quarta-feira, maio 17, 2017

A vida de estudante não é fácil e muitas vezes nos faz passar por situações em que não nos sentimos à vontade, não é mesmo? Sei bem como é isso: tô no 6º período da faculdade e cada semestre é um sofrimento diferente, haha Mas a verdade é que todas as experiências que vamos tendo em nossos anos de estudo, seja no ensino fundamental ou no superior, são muito ricas. Mas uma coisa é consenso pra a maioria dos estudantes: eles odeiam apresentar seminários. Diferente dessa maioria eu normalmente curto esse método de avaliação, e por conta disso nunca tive muitos problemas com apresentações. Hoje resolvi então compartilhar as minhas dicas com vocês :) 


Antes de tudo, é importante considerar que nem todo seminário é igual. Nessa semana mesmo eu tenho um que vai ser em dupla, com mais ou menos 2 horas de duração. Mas as vezes pode rolar de forma individual ou num grupo maior, com mais ou menos tempo, e seguindo um roteiro diferenciado. Entretanto acredito que as dicas que darei aqui são bem gerais e podem ajudar em qualquer situação.

1. Prepare-se bem (e não decore falas)


Eu nunca fui boa com decorar textos, então acabei tendo sempre que estudar bem antes de apresentações. Com o tempo descobri que isso era uma vantagem por que me fazia aprender sobre o que eu tava falando, e não apenas decorar por um período de tempo. Por exemplo, eu duvido muito que você ainda lembre sobre o que falou nas feiras de ciências da escola, onde a maioria das pessoas decora "falas". O ideal é realmente pesquisar sobre o assunto, pesquisar textos, imagens, tudo que possa te ajudar a compreender sobre o que precisa falar. Na hora, não se preocupe: é só falar o que entendeu.

E se eu não entendi nada? 

Considerando que você não deixe pra estudar de última hora, vale mandar um e-mail pro professor(a) com suas dúvidas assim que você perceber que não está entendendo, pra dar tempo de ele/ela te responder e ajudar. Procure sempre também fontes diferentes e até mesmo fóruns da internet. Eu gosto muito do Passei Direto, que uso desde o ensino médio e o Quora, que comecei a participar mais recentemente 

2. Faça uma boa apresentação


Esse ponto vai depender dos recursos que você pode utilizar. No caso de uma apresentação com slides, vale ser criativo e até mesmo fugir do bom e velhor Power Point. Uma boa plataforma é o Canva, que uso muitas vezes para as ilustrações dos posts aqui no blog (como a primeira imagem desse post!) e o Prezi, que permite construção de apresentações bem dinâmicas. Se não for utilizar esse recurso, ou quiser utilizar outros junto a este, dá pra levar fichas impressas pra entregar aos outros integrantes da turma para que interajam melhor com o assunto, usar cartazes, anotações no quadro... enfim, as possibilidades são diversas!

IMPORTANTE: Se for utilizar qualquer recurso eletrônico teste tudo antes da hora da apresentação, para minimizar a possibilidade de imprevistos nesse sentido.

3. Seja você mesmo


Sério gente, não tenham medo disso. Não pensem que para apresentar um bom seminário vocês tem que incorporar um professor ou alguém fazendo um discurso. Tente agir com naturalidade, explicar o que entendeu e interagir com a turma. Eu particularmente não curto a ideia de focar na parede no fundo da sala ou em um só colega. Tente olhar para todos, inclusive para o professor. Deixe um copo d'água por perto para dar um gole caso bata um nervosismo repentino, e procure lembrar que aquilo não vai durar sua vida toda. É só um momento de avaliação! E com a prática, apresentar seminários vai ficando mais fácil, te garanto. 

É isso pessoal! Agora tenho que ir estudar mais para a minha apresentação, haha
Me contem nos comentários quais os problemas/dicas de vocês!
xoxo

música

52 álbuns em 52 semanas #5 Mês de Abril

segunda-feira, maio 08, 2017


Eu sei, eu sei, no último mês fui uma péssima blogueira. Acredita que nem no Instagram eu estava postando? Porém semana passada voltei a atualizar as coisas por lá e hoje estou fazendo isso aqui no blog. Desde o último post do desafio só fiz um outro (a resenha de O meu nome é Meriam, já leu?), mas mesmo assim resolvi falar sobre o que ouvi em abril logo pra não atrasar ainda mais esses posts.
Antes de tudo, vamos às recomendações!

Betânia Duarte: Divide - Ed Sheeran (já ouvido no post de fevereiro)
Camila: Greatest Hits - Bjork

Nesse ponto, faço um apelo:

ME INDIQUEM MAIS ÁLBUNS!

Sério, me mandem recomendações, tô precisando muito ^^ Agora vamos ao que ouvi no último mês: 

Título: Suck it and see 
Artista: Arctic Monkeys
Lançamento: Junho de 2011
Gênero: Indie Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Domino Records 
Produção: James Ford
Ok, eu sei que a proposta do desafio é ouvir músicas novas, que nunca tenha ouvido antes. Mas a verdade é que no mês de abril o álbum que mais ouvi foi um que me acompanha desde o ensino médio, e dessa banda que amo. Eu tava numa vibe meio nostálgica e acabei num loop de suck it and see, um dos meus álbuns favoritos de Arctic Monkeys. Gosto de praticamente todas as músicas dele, mas vou colocar aqui me marcou muito por ser da trilha sonora do filme Submarine <3




Título: Pure Cult 
Artista: The Cult
Lançamento: Junho de 2000
Gênero: Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Pós-Punk
Gravadora: Beggars Banquet Records 
Produção: vários






Desde o último mês de desafio eu tô numa vibe meio anos 70-80 (talvez por assistir muito That' 70s Show). Dessa vez resolvi ouvir The Cult, banda que já tinha ouvido falar mais nunca parado pra ouvir realmente. Esse álbum é uma compilação de vários singles da banda, o que julguei como um bom caminho pra começar a conhecê-la :) Saca o som!


Título: Good kid, m.A.A.d city  
Artista: Kendrick Lamar
Lançamento: Outubro de 2012
Gênero: Hip-hop, Gangsta Rap
Gravadoras: Top Dawg, Aftermath, Interscope
Produção: Dr. Dre, Anthony "TOPDAWG", DJ Dahi, Like, Rahki, entre outros. 






Esse álbum eu na verdade já conhecia, mas não tinha ouvido completo direitinho. É de um cara meio polêmico em suas letras mas que acho que tira onda. Sério, ele tem umas sacadas incríveis em seus versos. Confere aí: 


Título: Evil Friends
Artista: Portugal. The Man 
Lançamento: Junho de 2013 
Gênero: Rock Progressivo, Rock Psicodélico
Gravadora: Atlantic Records
Produção: Danger Mouse







Sei que esse álbum tem uma capa meio creepy, mas ele entrou pro meu coração. Eu só conhecia uma ou duas músicas de Portugal. The Man e amava, e daí um dia desses o spotify me indicou esse álbum e: ta-dá! Amei <3 Sério, vale muito a pena ouvir. Uma das músicas que mais curti foi essa: 



É isso!
Me conta nos comentários o que vocês acharam das músicas e deixem suas recomendações! 
xoxo

literatura

Resenha: O meu nome é Meriam (Antonella Napoli)

terça-feira, abril 18, 2017

Gente, nem sei expressar o quanto eu estou feliz por estar publicando a minha primeira resenha de um livro em parceria com a Editora Paulinas! Yaaay!
E sério, não poderia começar com um livro melhor. O meu nome é Meriam é uma história incrível, do tipo que todo mundo deve ler. Continua lendo que vou te contar o por quê...


O livro conta a história real da Meriam, uma mulher sudanesa abandonada pelo pai na infância, que cresceu sendo cristã e quando, já na vida adulta, após estar casada, ser mãe de um filho e grávida de uma menina que já estava por vir, foi acusada de adultério e crime contra as leis islâmicas. A origem da denúncia foi um homem que se dizia seu irmão por parte de pai, e que alegava que seu nome verdadeiro era Adraf Al-Hadu Mohammed Abdullah, e que tinha ido contra a xaria, o direito islâmico, por ter se casado com um homem cristão e por isso, viver em adultério. O juiz da vara local lhe deus 3 dias para renunciar a fé cristã e se converter ao islamismo, mas a mulher se manteve firme e afirmou ser ortodoxa praticante e não ter cometido apostasia, afinal nunca havia conhecido nenhuma religião que não fosse cristã.
Como dá pra perceber, a história vai muito além da vida difícil de uma mulher cristã num país predominantemente islâmico. Fala sobre o problema da intolerância religiosa, que infelizmente tange todas as sociedades, seja no oriente ou ocidente. 


Como descobrimos logo de início, Meriam acabou sendo presa em condições terríveis enquanto aguardava o julgamento de sua sentença (que poderia variar entre cem chibatadas ou enforcamento), mesmo estando grávida, e foi obrigada a ficar com seu filho de um ano e meio na cela, pois o estado islâmico não considerava o seu marido como pai de seus filhos. Apesar de todas essas condições, Meriam se manteve forte, graças não apenas à sua fé, mas também ao apoio que recebeu mundialmente de pessoas que a defendiam.


A história foi escrita pela Antonella, uma jornalista italiana e engajada em questões de relações internacionais e direitos humanos. Ela foi uma das ativistas na luta pela liberdade de Meriam, e gostei muito do modo como ela relatou essa história. Carreguei o livro comigo pra todo lado, lendo e refletindo sobre as questões que permeiam o problema da intolerância religiosa. Intolerância que acredito, assim como a autora, ser contrária aos ditames de qualquer religião, inclusive a muçulmana. 


O livro me acompanhou nos cafés depois das aulas e nas leituras tarde da noite, e o que tenho a dizer é que, se você se interessou pelo tema, leia. Vale a pena conhecer mais pelo ponto de vista de uma história tão real e recente. O livro foi publicado em 2016 e você pode comprar clicando aqui

É isso pessoal!
Deixem suas opiniões nos comentários <3
xoxo

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