Filmoteca JU: Meia noite em Paris

quinta-feira, maio 16, 2013

Dia desses, numa aula de literatura no colégio, minha professora nos passou um filme bastante interessante. Na verdade acho que a maioria já o conhecia, mas eu nunca o havia assistido. Ela nos pediu que escrevêssemos um pouco sobre nosso entendimento em relação ao filme, e admito que gostei bastante dessa atividade. 



Europa, século XXI. Um escritor americano iniciante visita a França, cidade inspiradora para ele. Assim começa a história do filme Meia noite em Paris, romance bem estruturado e, sobretudo, bem humorado, com um enredo bastante dinâmico. Todo grande leitor – e também escritor – com certeza adoraria ter a oportunidade de conhecer seus autores preferidos. E vejam só,  o filme trás essa ideia!
Estar em Paris faz com que Gil, o personagem principal, também reflita sobre sua situação pessoal. Ele está prestes a se casar, porém não tem uma boa relação com os familiares da noiva, e de certa forma ainda questiona seu amor por ela, Inez. Assim, ele passa a procurar entender os rumos que sua vida pode seguir. É em meio a todos esses conflitos que Gil se depara com a Paris dos anos 20. Como? Bom, em uma noite, Gil misteriosamente realiza esse sonho.
A possibilidade de Gil encontrar seus artistas preferidos numa Paris do passado possibilita a ele um olhar sobre novos parâmetros, principalmente em relação ao livro que está escrevendo e sua própria vida. Ele experimenta a arte, entra em contato com o mundo artístico que o inspira, e assim, se descobre como artista.
É interessante como o passado foi capaz de modificar o presente na construção da obra. Claro que no filme isso é representado de forma fictícia, mas esta fábula representa muito bem a forma como nós mesmos, por vezes, percebemos que a nossa real vontade era pertencer a outro tempo. Por que o presente nem sempre é capaz de nos explicar como as coisas devem funcionar no decorrer de nossas vidas. Não basta, sempre queremos buscar mais. O filme Meia Noite em Paris acima de tudo me fez refletir sobre isso, trazendo-me uma nova compreensão de mundo. 


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