O poço do desejo não tem fundo

sexta-feira, maio 10, 2013

Desde meus 12, 13 anos, costumo escrever algumas poesias. Entretanto ultimamente não tenho tido tanto tempo, a não ser para aqueles rabiscos no topo do caderno mesmo. Um dia desses, em uma aula de literatura, acabei me inspirando por meio de uma história contada pelo professor. Voltei para casa pensando no que iria escrever durante todo o caminho, e corri para o quarto procurando uma folha de papel. Então, deu nisso. 


O poço do desejo não tem fundo

Felicidade é o mesmo Van Gogh na parede há dez anos
É usar a calça gasta que ainda me serve
Os fatos do futuro, vos peço, não me reserve
Pois viver o presente não é desumano

Para quê aceitar este mundo profano
Quando ao nascer o sol, floresce um dia.
Celebro o amor com certa rebeldia
Com o mesmo sorriso, com o mesmo pranto.

Mas aviso porém que jamais fui santo
Desfruto o prazer na carne e no espírito
Sou feliz por que escrevo este verso sofrido
E encontro o gozo em meio ao desencanto. 

- Maria Luiza, 5 de abril de 2013 

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3 comentários

  1. Bom, queria lhe desejar muito sucesso, gostei bastante do seu ''espaço'' sempre que posso dou uma olhada. Parabéns!

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